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Ar condicionado faz mal?

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Purificadores de ar funcionam?

Primeiro, um esclarecimento: o ar-condicionado, em si, não é um vilão para o corpo. Sem dúvida, a engenhoca dá uma baita ajuda para driblar o calor excessivo. “O problema é que, para diminuir a temperatura, ele suga o ar do ambiente e retira umidade. E a umidade baixa causa uma série de incômodos”, explica o pneumologista Ubiratan de Paula Santos, do Instituto do Coração, em São Paulo. “O ideal é, ao ligar o aparelho, aumentar a oferta de água no cômodo, o que não acontece na maioria das vezes”, completa. Com o ar seco, as vias aéreas ficam prejudicadas e irritadas. Para ficar confortável, a umidade do ar deve permanecer entre 50 e 60%.

Fora a secura, a boa conservação desse eletrodoméstico é importante para garantir que uma outra dor de cabeça não chegue junto com aquela sensação geladinha. É que, sem limpeza regular, o filtro acumula partículas de poluentes, além de fungos e bactérias. “Com o tempo, a qualidade do ar interno chega a ficar pior do que a da rua”, alerta Santos. Em escritórios, por exemplo, a pouca manutenção do equipamento contribui para a proliferação de vírus como o da gripe, já que a transmissão se intensifica em ambientes fechados. “É a chamada síndrome do edifício doente, quando infecções respiratórias são propagadas entre colegas de trabalho por causa do ar contaminado”, explica o alergologista João Negreiros Tebyriçá, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia.

Por falar em alergia, quem sofre com ela, aliás, precisa ficar mais atento aos efeitos de tanta refrescância na atmosfera. Além dos senões da umidade e da manutenção, o choque térmico de transitar do calorão para o local climatizado costuma desencadear uma crise em quem sofre com rinite, bronquite e outras ites. Quando o nível do termômetro despenca, um mecanismo conhecido como reflexo colinérgico é acionado na gente como uma espécie de reação de defesa. Essa resposta ao frio repentino provoca espirros, congestão nasal e tosse.

“Os alérgicos apresentam uma sensibilidade maior no nariz e nos brônquios mesmo quando a mudança não é tão brusca. Some-se isso à baixa umidade e os ataques aparecem”, expõe Tebyriçá. Não ficar prostrado na frente da saída de ar já ameniza a situação. Outras medidas bem fáceis de adotar possibilitam que você alivie o suadouro sem que nenhuma encrenca dê as caras.

Contra a seca repentina instalada nos cômodos refrigerados, o segredo é hidratar-se e proteger-se contra o frio (veja mais detalhes no quadro à direita). E, se você dorme com o ar ligado, melhor maneirar. “Se ele funciona durante várias horas, a recomendação é não deixar a temperatura muito baixa para que as mucosas não ressequem ainda mais”, orienta o alergologista Gustavo Graudenz, da Universidade Nove de Julho, na capital paulista. Uma estratégia eficaz é umedecer o nariz com soro fisiológico antes de cair na cama e deixar um copo d’água por perto para bebericar entre os intervalos do sono.

Ao acordar, abra as janelas. Afinal, é indispensável que os espaços da casa estejam sempre arejados, não importa quão limpo o filtro do ar-condicionado esteja. “Deixar a janela escancarada traz ventilação natural e aumenta a renovação do ar do ambiente”, conta Graudenz. E isso também é válido para o carro e, se for possível, no escritório, ainda que por pouco tempo.

Além de todos esses cuidados, acertar na compra é outra atitude que faz toda a diferença. Na hora de escolher, observe a quantidade de BTU/h do equipamento. “Essa unidade de medida representa a quantidade de troca de calor realizada pelo aparelho no intervalo de uma hora”, decifra Renata Leão, gerente da Engenharia de Serviços da Whirpool Latin America, fabricante das marcas Brastemp e Consul. Quanto maiores os BTUs, maior a potência do condicionador de ar. Mas é preciso ajustar essa força de acordo com o tamanho do local e o número de pessoas que circulam por lá.

Por último, não se esqueça de reparar no total de energia consumida pela máquina e se a limpeza dela é fácil. “Higienizar corretamente não é essencial só para a saúde, mas para que o sistema de refrigeração funcione bem, diminuindo o gasto energético”, explica o ambientalista Jorge Colaço, da empresa Recigases, no Rio de Janeiro. A conta de luz diminui, o planeta agradece e seu corpo, agora refrescado, também.

Até os pets
Animais domésticos também são afetados pelo ar seco demais. Os bichos apresentam quase todos os males respiratórios que nós temos, como rinite, bronquite, asma e até gripe. Não deixe o pet exposto por um período prolongado ao frio muito intenso e fique de olho nas variações bruscas de temperatura. Tosse, espirros e desânimo são sinais de que algo vai mal.

Não esqueça o ar do carro
O aparelho dos veículos requer uma série de atenções especiais. O filtro precisa ser trocado em média a cada seis meses se você mora em grandes centros urbanos ou perto de zonas industriais. Caso a cidade seja pequena, a reposição pode ser anual. Não fique com as janelas fechadas por longos períodos – uma fresta aberta é sempre bem-vinda para renovar o ar.

Como funciona um aparelho de ar condicionado
Por dentro Um circuito composto de um fluido refrigerante, um compressor e duas serpentinas recolhe o ar do ambiente – ou da rua, dependendo do modelo – e o devolve resfriado. A umidade despenca Enquanto a temperatura cai, as minigotículas de água presentes no cômodo, responsáveis pela umidade relativa do ar, reagem dentro do equipamento passando ao estado líquido. Daí, sem o vapor circulando no ar, a secura exacerbada causa uma série de desconfortos nas vias áereas.

O que acontece no corpo se a umidade some de vez
Cílios no nariz Sim, sua cavidade nasal contém uma quantidade enorme de microcílios que – junto com o muco – tem como função barrar micro-organismos e sujeira. Secos, eles se enrijecem e deixam de proteger o local e causam irritação. Boca Ela também é afetada pela sensação de aridez. Entupimentos à vista O muco da laringe e da faringe tende a ficar concentrado, baixando as defesas. No pulmão Para compensar essa queda, o órgão fabrica mais catarro, levando à tosse e a dificuldades para respirar.

Como escapar dos incômodos com algumas atitudes simples
Quanto mais água, melhor Para driblar a umidade baixa, hidratação é fundamental. Tome boas doses do líquido e deixe um copo por perto na hora de dormir para tomar durante a noite.

Nariz e olhos
Ao sentir irritação em um dos dois, utilize soro fisiológico ou produtos feitos à base dele para lubrificar a região. Se o problema persistir, vale lançar mão de um umidificador de ambientes.

Com que roupa eu vou?
Se não tem jeito e o vento fica na sua direção, proteja peito e pescoço com lenços ou casacos leves. Procure uma vestimenta para usar na hora de trocar o clima fresco pelo calor da rua. Isso dá tempo de o organismo se acostumar com a mudança.

Evite grandes choques térmicos
Ao mudar radicalmente de um extremo a outro, o corpo passa por uma série de reações de resposta à alteração. Em alérgicos, esses reflexos podem desencadear crises.

Condicionado e limpo
A tela removível presente nos aparelhos domésticos deve ser higienizada mensalmente com água e sabão. Evite produtos de limpeza com cheiro forte. Se a casa é muito cheia ou está cercada por ar poluído, a frequência da faxina aumenta. Uma vez por ano, um especialista deve realizar a manutenção.

Termostato
O ideal é uma diferença de no máximo 8 graus para a temperatura externa. Se quiser baixar mais o termômetro, mantenha-o entre 20 e 22 graus Celsius.

Unidade 1

Rua major José dos Santos Moreira, 595, Pindamonhangaba - (12) 3643-2044
Saíba como chegar

Unidade 2

Rua Tadeu Ranzel Pestana, nº 364, Campos do Jordão - (12) 3662-1339
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Em breve uma nova unidade!
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